terça-feira, 13 de abril de 2010

(1ª TEMPORADA) EPISODE 05 - Waffles

MUSIQUINHA FODONA DE ABERTURA
..................NOVO QUARTEL-GENERAL DO GOOGLE, EM POA:

Naquele dia em que tantas coisas aleatórias e sem sentido haviam acontecido na cidade, Bob andava nervosamente pela sala, seu formidável cérebro inteiramente focado no mais novo enigma, quando seu Agente #1 abriu a porta.

— Bob... acabei de voltar do local do tornado. — falou.

— E...? — indagou Bob se virando — O que tem para mim?

— Você vai achar interessante. *sorriso maléfico*

...................NA PORTA DO ZAFFARI:

Como vimos no episódio anterior, Matt, Pepito, Pinguin e Grilo estavam prestes a preparar waffles quando se deram conta de que não havia ovos (ui). Por causa disso, foram todos dar uma voltinha até o Zaffari mais próximo; é claro, equipados com suas novas backpacks recheadas de itens.

Os outros entraram, mas Gabriel parou do lado de fora, visivelmente cansado, e disse:

— Vão vocês, que eu fico aqui esperando.

— Por quê? — Matt.

— Um violão partido, um Fusca esmagado e cem elefantes correndo pra cima de mim já estavam de bom tamanho. ;)

— Okay...

Eles foram, e Gabriel ficou parado ao lado das portas automáticas, perto de um chihauha amarrado pela dona (não que ele tenha qualquer importância). Cerca de meio minuto depois, ele avistou um trio de punks vindo em sua direção — peraí, em sua direção? DE FATO, ESTAVAM VINDO ATÉ ELE! D= Pareciam certamente bêbados de alguma coisa misturada com Tang.




O primeiro deles, que devia ser o líder, se aproximou perguntando:
— Ow! Era você que estava no Marinha hoje?

— Depende. o-o

— Sentado num banco?

— Tem vários bancos lá.

— Com um violão?

— Tem vários... FUUUUU!

....................ENQUANTO ISSO, NO CORREDOR DO ZAFFARI:

— Como sempre, nós viemos apenas comprar ovos, mas um de nós tem que ir para o lado oposto procurar alguma coisa que não tinha nada a ver. ¬¬ — reclamou Matt ao notar que Pepito tinha sumido antes de eles chegarem à prateleira de ovos (ui) — Não é, Gustavo? Gustavo?

Gustavo também tinha escapado. Estava na seção de enlatados.

...................DE VOLTA À ENTRADA DO ZAFFARI:

Antes que ele respondesse à terceira pergunta, os Punks Bêbados de Tang já tinham cercado Gabriel, e era certo que ninguém iria fazer nada (como sempre), muito menos o chihauha (que não tem importância). Percebendo que tinha poucos segundos, Gabriel aproximou a mão direita do bolso onde guardara o LifeController. O Punk #1 sorriu com expressão de “Vai doer”.

— Algum problema aqui?

Pepito tinha acabado de sair do mercado com uma sacola quando presenciou a cena. Os Punks se viraram e o reconheceram.

— Ah, ele também estava no parque! — o Punk #2 avisou o primeiro — Foi o carinha que nos ofereceu o vinho.

— Ah, lembro de você. — disse o Punk #1 a Pepito — Era pra ser apenas um vinho vagabundo com Tang, não era? — perguntou com uma ironia maléfica de vilão de história em quadrinhos.

— Era, mas... DOW! >.< — Pepito xingou ao perceber o que tinha feito — Não era apenas um vinho vagabundo. =(

— Pois é... E agora temos superpoderes. — contou o Punk #3, seus amigos estendendo o círculo para encurralar Pepito e Pinguin ao mesmo tempo.

— E eu... — começou Pepito, tentando bolar alguma coisa menos amadora do que sair correndo para salvá-los — Eu tenho Waffer! — e tirou a bolachinha de dentro da sacola — E não tenho medo de usá-la!

Os Punks se entreolharam.

— Tá, vamos acabar com eles e depois pegamos os outros. — mandou o líder.

Eles se aproximaram quando...

Gustavo surgiu do nada acertando em cheio um dos Punks, que voou uns 5 metros e caiu sobre o asfalto do estacionamento. Gabriel e Pepito se viraram, surpresos, e viram também Matt vindo de dentro do supermercado, trazendo os ovos (ui).

— Vocês estão com algum problema? — perguntou Grilo calmamente em posição de guarda.

— Olha, como não dá tempo vou resumir: ELES, malvados. NÓS, bonzinhos. — gesticulou Pepito.

— Ah, bom.

Letras verdes apareceram no ar:

VOCÊ COMEÇOU UMA FIGHT!





— Matt, segura a Waffer! — Pepito jogou a bolachinha para ele, que a apanhou no ar.

READY?

Os grupos assumiram posição de combate.

FIGHT!

— Você pega o que caiu, que tá fácil! — falou Gustavo a Pepito enquanto os seis lutadores corriam em câmera lenta pra se matar.

— Fácil nada, ele deve estar com raiva de ter levado um na cara! Se entende lá com ele. — retrucou Pepito, e depois disso não tiveram mais tempo para conversar.

Pepito desviou um soco do Punk #2, conduziu seu braço e o fez cair de costas sobre o capô de um carro. O impacto amassou a lataria e fez o vidro dianteiro estourar; os caquinhos voaram em câmera lenta durante alguns segundos, o que foi realmente bacana, mas ninguém percebeu. O alarme do carro disparou, atraindo a atenção de alguns, erm, seguranças, que imediatamente correram para interromper a briga do jeito mais inteligente: juntando-se a ela.

— AUCH! — Pepito sentiu uma cacetada na nuca, desferida por um dos guardas — Você baixou meu HP, fdp! — agarrou o homem da Rudder pela cintura, rodopiando-o, e arremessou-o contra uma parede, de onde ele escorregou até o chão e não se mexeu mais.

Nesse meio-tempo, Gabriel desviava-se várias vezes de uma corrente que o Punk #3 não parava de girar. Finalmente, conseguiu agarrá-la e puxou o inimigo em sua direção, dando-lhe uma cabeçada. Os dois se afastaram cambaleando, igualmente atordoados, e depois voltaram a se atracar. Gabriel desvencilhou-se do grab com um chute, a tempo de acertar um soco — NA MENTEEEEE. O Punk se afastou um pouco e, em modo RAGE, voltou correndo atrás dele apenas para colidir de cabeça com uma luminária, que caiu em cima de outro automóvel. Gabriel aproveitou que ele estava semidesmaiado e, com um puxão de braço, lançou-o através da porta de vidro para o interior do Zaffari. Coberto de cacos, a barra de energia vazia flutuando em cima dele, não se mexeu mais.

Por último, Gustavo teve dificuldade com o Punk #1, que além de estar com raiva como Pepito previra, parecia mais resistente que os demais, ainda intacto apesar da dúzia de pancadas, enquanto Gustavo já estava de olho roxo e cansado.

— Pessoal, acho que esse é um boss!

Pepito e Gabriel se aproximaram cerrando os punhos, e o Punk #1 riu. Os seguranças tinham desistido, talvez chamado a polícia, as pessoas se refugiavam dentro do supermercado. Matt comia waffer ao lado do chihauha. Eram só eles quatro na arena agora.

— Não vai ser tão fácil assim. — disse o Punk cuspindo sangue no chão — Eu sei dar COMBO, seus filhos da mãe!

— Eu te desprezo... — disse Pepito com os dentes cerrados — Você traiu o movimento, véio.

— ARRRRRRRRRRRRRRRRRHHHHHHHHH!

— ARRRRRRRRRRRRRRRRRHHHHHHHHH!

Pepito partiu com um clássico roundhouse kick, mas ele se abaixou e chutou-o onde homens honrados não devem nunca ser chutados. Pepito voou longe e caiu ao lado de Matt, que perguntou:

— Quer waffer?

Foi a vez de Gustavo, cuja força foi suficiente para quebrar o nariz do Punk, que no entanto não pareceu sentir muita coisa e respondeu com um golpe dez vezes mais forte. O garoto caiu de lado, quase nocauteado, e o boss virou-se sorrindo para Gabriel. Este estalou os dedos, alongou o pescoço e tirou o guarda-chuva da mochila, empunhando-o como se fosse uma espada. O boss riu histericamente.

— Vamos lá, seu sem-futuro!! — bradou Pinguin pronto pro fight.

— Valeu pelo elogio.

O Punk correu com um grito bárbaro na direção dele e, no momento final da colisão, Pinguin acertou-lhe a ponta do guarda-chuva em cheio no estômago. Finalmente alguma coisa pareceu surtir efeito no boss, que deu um grande grito de dor e cambaleou vários passos para trás. Sua barra de energia, que até então era roxa, mudou para o vermelho comum.


— O efeito... do vinho... deve ter acabado! — berrou Pepito, com esforço, caído no chão.

— Tang filho da puta! — xingou o Punk com as mãos na barriga — Mas eu ainda tenho condições para...

PUNCH!

Um gancho de esquerda quebrou seus dentes e o ergueu do chão. Pepito, Matt e Gustavo aplaudiram enquanto ele caía pela última vez, fora de combate.
K.O!



— SE FUUUUUUUU! — Gabriel gritou, vitorioso, e quebrou o guarda-chuva ao meio.

Matt se levantou e tocou o pacote vazio de bolachas no lixo. Ouviram-se sirenes de polícia se aproximando.

— O que nós vamos fazer agora? — perguntou Pinguin.

— Vazar daqui o mais rápido possível. — respondeu Gustavo se apoiando na parede para ficar de pé.

Então, exatamente como eu esperava...

Todos eles olharam para o lugar de onde tinha saído a voz e viram o Agente #1 de Bob parado na saída.

— Existe um grupo — ele veio andando devagar — realmente capaz metido nessa briga. Vocês fizeram um trabalho e tanto com esses imbecis.

— Quem é você? — perguntou Matt.

— Represento alguém que poderia ajudá-los muito em troca de alguma lealdade.

Ele começou a rodeá-los enquanto falava.

— Vocês não são os únicos interessados em destruir o Mundo Cibernético.

— Sabemos disso. — disse Matt com os olhos semicerrados.

— Ora, isso é uma surpresa pra mim. Mas, vendo o que foram capazes de fazer aqui, não duvido que já tenham descoberto os interesses do GOOGLE.

— Pode acreditar, e não estamos interessados em seja o que for que tiver para nos oferecer.

— O que pretende fazer, então? — o Agente parou de andar e o encarou com olhar de tédio — Continuar até ambos sermos esmagados? Meu lado é forte. Se se juntassem a nós, não haveria nada que pudessem temer no futuro. Nós sabemos jogar.

— O fato é que... nós também. ;)

Frustrado e sem tempo para argumentar, pois as viaturas estavam muito próximas, o Agente deu as costas a eles e sumiu de vista.

— Rápido, recomponham-se e vamos embora! — gritou Matt.

Pepito se levantou, e os quatro entraram no supermercado em busca da saída dos fundos sem esquecerem de levar os ovos (ui).
CONTINUA...

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