segunda-feira, 28 de junho de 2010

(2ª TEMPORADA) EPISODE 06 - Ritos de Passagem

I like big butts
And I cannot lie

*SINTONIZANDO*

Left a good job in the city
Working for the Man every night and day

— Ah, é isso aí. *.*
— Negão, pode, por favor, abaixar o rádio? ¬¬

Estavam os três, Pedro, Amália e Pinguin, no compartimento traseiro de uma van preta junto a Galarza, que no meio do caminho, de tanto que lhe bombardearam com perguntas, resolveu falar sobre o lugar secreto aonde estavam indo, mas foi interrompido pelo volume das músicas que o Negão de Tapa-Olho escutava enquanto dirigia.

— É a única hora do dia que eu tenho pra dar uma relaxada ouvindo do GODDAMN bom e velho rock n’ roll! — protestou o homem indignado.
— Mas eles querem ouvir a história! — disse Galarza — Você sabe que eu perco o fio da meada quando fazem barulho.
— Você fez um banho de sangue lá em cima em questão de segundos, mas não consegue se concentrar com música alta?
— Não, não consigo. u.u
— #!@%%$...

O Negão abaixou o volume, de modo que o SPY pôde prosseguir com seu raciocínio.

— Onde eu estava?
— Quando descobriram que o Obama é um robô e que o Papa é mulher — lembrou-lhe Pedro.
— Ah, é. Pois é. Err... Depois disso pessoas começaram a se reunir na surdina, mas sem muito compromisso. A maioria eram intelectuais de esquerda (óbvio), mas também começou a aparecer gente mais “normalzinha”, como eu... Tá, nem tão “normalzinha”. O Negão já fazia parte da Doom Finger muito antes da organização se chamar Doom Finger, entendem? — nesse momento Galarza baixou a voz: — O que eu sei é que era um cara super normal, até que se formou em Engenharia da Computação e pirou da batatinha...
Eu to ouvindo, MUTHAFUCKA! — xingou Negão, lá do banco da frente.

Galarza voltou a falar normalmente.

— Foda-se, então... E depois ele se casou e ganhou na loteria.
— Estranha combinação, hein. — observou Pinguin.
— Muito estranha. — concordou Pedro.
— Depois disso ele meio que sumiu do mapa — Galarza continuou —, procurou um terreno super isolado em Little Waterfall e lá construiu o que hoje é a nossa sede, mas ninguém sabe disso (óbvio²). Aí ele convocou os membros de maior confiança, espalhados por todo o território nacional e mais algumas regiões da Europa, fundou a Doom Finger, e cá estamos. Perguntas?

Pedro levantou o dedo.

— Como é que você entrou pra organização? — perguntou.
— Eu fodi a cerca da casa do Negão (da outra casa que ele tem) com a bicicleta ^^ — respondeu o SPY — Ele ficou muito puto comigo, a ponto de quase me matar. Mas aí ele percebeu que seria interessante ter um membro jovem, porque isso é uma coisa que não dá muito na vista. Tipo, a LDM geralmente persegue adultos porque a maioria dos jovens são, sabe, burros e não querem se envolver em nada. Aí fui convidado, ganhei os relógios — mostrou o pulso direito todo orgulhoso — e tô aqui. Perguntas?²

Pedro levantou o dedo de novo.

— Onde fica a sede?
— Estamos indo para uma reserva natural particular em Little Waterfall. Fica a uns 11 km daqui.
— Lecal.
— Perguntas?³

Amália levantou o dedo.

— Posso brincar com o seu cabelo?
— Não. ¬¬

...........Quase uma hora depois, o ruído das buzinas e dos caminhões da rodovia foi substituído pelo suave cri-cri dos grilos e o barulho das rodas sobre o chão batido — deviam estar entrando na região que Galarza descrevera. Mais alguns minutos de subida, e estacionaram. Galarza abriu as portas, e todos puderam descer.

Pisavam sobre um vasto campo cheio de elevações cobertas por pastagem, de onde, sem a costumeira poluição visual da cidade constituindo obstáculo, dava para ver a lua e o ceu todo pontilhado de estrelas.

— Isso é... tão bonito. *.* — Pedro.
— Olhem pra trás, noobs. — Galarza.

Eles olharam e deram com uma tremenda construção de aço em três andares, culminando numa cúpula de observação de onde emergia um grande telescópio. Suas bocas abriram-se de espanto.

— Tem proteção automatizada 24 horas, sala de comando informatizada, sala de reuniões, sala de videoconferência, sala de armas, tatame, dormitórios, sala de TV, biblioteca e... ping-pong. — detalhou o Negão de Tapa-Olho, cheio de orgulho.

...........Antes de ultrapassar a fita de isolamento, o Agente #1 identificou-se para o policial que resguardava a entrada do local do crime como mais um detetive da Civil. O nome que ele forneceu foi Nikolai, o que sempre gerava confusão na mente das pessoas, pois ele não tinha cara de Nikolai. Estava mais pra Ivan.

Acontecera no 4º andar. Era lá que estavam examinando, fotografando e empacotando os corpos para a “viagem” até o laboratório. Norma e Rodney já estavam à sua espera. Para sua surpresa, o último não estava histérico nem gritando. Pelo contrário, exibia aquele tipo de calma que só uma situação muito desesperadora provoca numa pessoa.

— Nikolai... — veio até ele segurando um saco plástico com evidência dentro: um pé de All Star cano-alto todo dilacerado — Sabemos o nome dela.

O Agente #1 recebeu o objeto e o examinou a olho nu.

— Da garota?
— Isso. Se chama Amália, e, Deus, pelo sobrenome já teríamos sacado muito antes quem ela era!
— Que sobrenome?

Rodney lhe disse qual era o sobrenome, e o Agente #1 concordou com ele: era óbvio demais para deixarem passar, mas deixaram. Agora eles tinham seis soldados do BOPE mortos, quatro feridos e um helicóptero abatido. Perguntou-se por que o presidente ainda não pintara por lá em pessoa para xingá-lo.

Quando remoía sua desgraça, Norma entrou na conversa para lhe falar:

— Essas mortes só podem ser obra de um profissional. Os garotos estavam cercados e fracos. O que pensa disso?
— Não sei. — confessou o Agente #1 pela primeira vez, angustiado — A impressão que tenho é que cada vez entra mais gente não-identificada nesse grupo e que estamos em um beco sem saída. Mas vejamos... — começou a andar pelo ambiente — O desempenho dos garotos no Jogo não deve estar muito diferente de quando lavamos suas memórias. Têm que estar seguindo a orientação de um novo líder, neste caso essa garota... Amália. Ao que parece, ela entrou agora...
— Em que sentido está dizendo isso? — indagou Rodney.
— Têm que raciocinar pela lógica do Jogo. — disse o chefe a ambos os subordinados que o ouviam — Amália definitivamente entrou mais tarde, e eles não podem ter recuperado as memórias sozinhos, o que quer dizer que ela os ajudou, o que quer dizer que o Jogo chegou de alguma forma até ela enquanto os garotos estavam inativos. É como se o Jogo fosse uma inteligência superior que toma decisões sozinho... Ééé! Por isso é que Bob não conseguiu se apoderar dos LifeControllers, e pelo mesmo motivo não conseguimos usá-los em laboratório! Vêem o que eu vejo? Esses jovens foram escolhidos...
— Faz sentido. — murmurou Rodney — Mas como procederemos?
— Já jogou RPG, Rodney? Tem que ser criativo e pensar várias jogadas à frente... pensar nas diferentes possibilidades...

O Agente #1 ficou quieto, pensando, e repentinamente estalou os dedos com vigor no rosto.

— Nem tudo está perdido! — falou — Rodney, supervisione os trabalhos da perícia. Norma, você vem comigo ao escritório. Vamos dar alguns telefonemas.

Prontamente a mulher o acompanhou, e Rodney permaneceu sozinho, mas não tão irritado como nas outras vezes.

— Só espero que saiba o que está fazendo...

...........O gigantesco telão da Sala de Comando acendeu-se com um clique, e viu-se a face ultramaquiada do âncora feminino do telejornal noturno. Pedro, Amália, Pinguin, Galarza e o Negão puseram-se a olhar:

Boa noite. A Interpol divulgou uma Lista de Adolescentes Retardados extremamente perigosos que estão sendo atualmente procurados em Gay Harbor após causarem a morte de seis oficiais do Batalhão de Operações Especiais, além de deixarem quatro feridos e destruírem um helicóptero. Estes jovens, cujas fotos podem ser visualizadas agora, são extremamente perigosos e podem estar armados. O grupo também foi associado a atividades como os eventos de anime e música japonesas, proibidas desde a Reforma Religiosa promovida no país pelos seguidores do Pastafarianismo. A presidente da República, Ruth Lemos, pronunciou-se a respeito do assunto:

“É preciso saber-saber... que a redução-ão da idade-ade limite para a pena-ena de morte dos 17 para os 14 anos no Brasil-sil... surge como uma soluçããão-ão... ao problema-ema da violência entre os jovens-ovens... Sem contar que, sem a quantidad-dade de fiiibras...”

Galarza apertou o “MUTE” no controle remoto. Pedro pôs as mãos na cabeça, à lá Macauley Culkin, e gritou:

— OMFG, estamos na TV! D=
— Isso não é foda? Olha como eu apareci. *.* — disse Amália.
— Você fumou orégano?? — ralhou Pinguin — O Matt, o Pepito e o Gustavo ainda estão na rua, provavelmente atrás da gente, e nem devem estar sabendo disso! Se pegarem eles, fudeu!
— E o que você quer que eu faça? D=

O Negão de Tapa-Olhou pigarreou.

— Nada temam, KIDS. Aqui. — ele entregou um celular a Pedro — Ligue para seus amigos e diga para irem ao endereço que eu vou ditar. Pela manhã dou um jeito de buscá-los.
— Mas... — Pedro.
— Faça o que eu digo, MUTHAFUCKA. Depois sigam o Galarza, vocês todos. Ele vai mostrar as outras instalações.
— Okay.

Pedro digitou um número no celular e encostou-o no ouvido.


Uma rua vazia. Um magnetismo estranho que atraiu folhas secas e latinhas vazias para um só ponto do calçamento. Um raio e um clarão, e voilà. Lá estavam os três novamente, deitados no chão e um tanto enjoados.

— Ahhhhh... D=

Matt foi o primeiro a se sentar. Percebeu que estava agarrado ao cogumelo e cutucou Gustavo, que também se sentou.

— Ei, não era você que tinha apanhado isso?

Gustavo pegou o cogumelo. Pepito se sentou também, ao lado dele.

— Auch. >.< Onde estamos, pessoal?

Matt olhou a placa e disse:

— Rua Antes da Rua Que Não é A da Amália.

Ouviu-se “PI-PI-RI-PI-PI”, e Pepito atendeu o celular:

— Oi! =D
Pepito! Cadê vocês? É o Pedro.
— A gente tá na... a gente tá. A gente tá na Rua Antes da Rua Que Não é A da Amália.
Er... Certo. O Matt e o Gustavo estão com você?
— Estão.
Tá, vão imediatamente para o endereço que eu vou dizer.
— Por quê?
Porque a Interpol tá atrás de vocês!! D=
— A banda????
Q...? NÃÃÃO, a polícia internacional, seu polaroide.
— Ah, tá.
Por que eu te chamei de polaroide?... Enfim, anota aí o endereço.

Pepito anotou as indicações, desligou o celular com um “Aham” e se levantou.

— Pessoal, temos missão — digo, não missão no sentido que conhecemos... ah, vocês entenderam. O Pedro nos disse pra ir a um tal lugar.
— Por quê? — Matt perguntou, se levantando também.
— Porque a Interpol tá atrás da gente.
— A banda?? =D
— Não, a polícia.
— Ahh. Que merda. o-o
— É. Vamo lá, Gustavo.

Gustavo se levantou, estranhou uma coisa e disse:

— Lembram o que o Imperador falou sobre viajar desta dimensão para a outra e voltar?
— Que teriam de desintegrar e reintegrar toda a matéria que trazemos no processo? — Matt.
— Isso.
— Que que tem?
— Eles esqueceram minhas calças.

...........*BOOONG*

— Muito bem, seu bandinoob, prestem atenção. — ordenou Galarza depois de dar uma porrada no gongo chinês.

Estavam ele, Pedro, Amália e Pinguin no grande pavilhão de treinamento. Já tinham espiado todos os cômodos da casa e o certo era que fossem dormir, mas como Amália estava hiperativa, Galarza arrastou todo mundo pro tatame.

— Meu dever, a partir de agora, é ensinar-lhes noções básicas de defesa pessoal até que estejam prontos para a prova de iniciação. — explicou o SPY com absoluta seriedade.
— Por que... pr-proooova de iniciação? — bocejou Pedro morrendo de sono.
— Porque a Doom Finger não aceita qualquer um. Para entrar efetivamente, você precisa provar que não é um chinelão covarde.
— E como nós vamos provar isso?
— Pela prova de iniciação (óbvio³).
— Mas como é essa prova?
— PORRA, EU NÃO SEI! PODEM SIMPLESMENTE SE ABAIXAR E FAZER FLEXÕES?

Pinguin e Pedro obedeceram, mas Amália continuou de pé com os braços cruzados.

— Você não vai fazer nada? — perguntou Galarza.
— Eu? Eu não preciso de treinamento. — riu-se a garota.
— Como não? u.u
— Já desenvolvi minhas Skills muito mais do que esses noobs em menos tempo.
— Não interessa. Sob as minhas ordens, você vai... AAAI!

Ele tinha apontado o dedo para o rosto de Amália enquanto falava, e ela subitamente o mordera. Galarza se esquivou, e eles começaram uma lutinha.

TRAINING MODE!

*PUNCH!*
*SOC!*
*POW!*

— Amália, para de perder tempo... e vem se exercitar... — reclamou Pedro, respirando com esforço por causa das flexões.

Ela não escutou. Estava ocupada demais bloqueando e desviando os ataques de Galarza, que demonstrava um sucesso mais ou menos parecido ao fazer o mesmo. Conforme se mexiam e acertavam um ao outro, números iam pipocando no ar (+ 5 FORÇA, +10 AGILIDADE, +4 RESISTÊNCIA). Por fim, numa esquivada à lá Matrix, Galarza completou com um gancho de direita e Amália voou longe.

K.O!

— Haaaa, é por isso que não se derrota um... CADÊ MEUS RELÓGIOS?

Ainda no chão, Amália riu da cara dele e exibiu os três relógios de pulso que tinha afanado. Galarza deu um berro de raiva e partiu pra cima dela outra vez.

ROUND #2!

Cansados, Pinguin e Pedro pararam com as flexões.

— Tá afim de jogar ping-pong? — perguntou o primeiro.
— Vamo lá. — respondeu o segundo.

Quando saíram da sala, Galarza foi o segundo a voar longe.

...........O dia seguinte veio como uma bênção para os três novos hóspedes da fortaleza. Cansados e lanhados do trabalho da noite anterior, iriam reunir-se a seus colegas foragidos. Segundo Negão, seria extremamente fácil transportá-los do esconderijo até ali, mas eles insistiram em buscar Matt, Pepito e Grilo pessoalmente. Assim, todos embarcaram na van e, em uma hora e uns quebrados, chegaram a uma casa simples e pacata do subúrbio, da qual ninguém jamais suspeitaria, e estacionaram na garagem, onde também havia um carro vermelho.

Depois que se abriram as portas, Pedro, Amália e Pinguin deram de cara com os três amigos, e o grupo inteiro partiu para um abraço coletivo de arrebentar costelas. Negão e Galarza desceram do banco da frente e se dirigiram a uma nona pessoa (nona? — porra, quanta gente), uma mulher bastante jovem, parada na porta que dava para o interior da casa.

— Love of my life. *.*

O Negão de Tapa-Olho/Nick Fury/Por-Favor-Não-Levem-Esse-Nome-A-Mal beijou sua esposa e esperou os adolescentes pararem de gritar para fazer uma apresentação formal.

— Senhores, senhores... e garota... whatever... Esta é Lydia, minha esposa. Lydia, você já conhece os senhores Pepito, Matt e Grilo... Err... PRESTEM ATENÇÃO, PORRA! Os outros três são Pedro, Amália e Gabriel.
— Oiii. ^^ — Amália.
— Bem-vindos à nossa casa. — disse a mulher cortesmente — É aqui que meu marido e eu fingimos ser cidadãos, digamos assim, comuns quando não estamos cuidando dos negócios da Organização. Eu sou operadora de Telemarketing.
— Eu sou professor de Física em uma escola primária. — Negão.
— Alguém está com fome? =D
— Não dá tempo, querida. Eles precisam voltar imediatamente à sede, por questões de segurança. E acho que eu também vou ficar por lá preparando as coisas para o encontro oficial de amanhã.
— Está bem. Até amanhã, pessoas.

...........A viagem de retorno foi rápida e sem maiores desvios. Curiosos em descobrir mais sobre a intrigante Doom Finger, nem Pepito, nem Matt nem Gustavo tocaram no assunto delicado do encontro com o Imperador dos Cibernéticos. Achavam até mais prudente, pois, ver quem era o Negão de Tapa-Olho e o que tinha a lhes oferecer.

...........— Pois bem: bem-vindos à Doom Finger. — disse o líder quando finalmente reuniram-se na Sala de Comando — Saibam que é uma honra e um privilégio estar entre nós. Nossa missão é nobre: trata-se de livrar o mundo da sujeira e das mentiras propagadas pela empresa GOOGLE e seus associados, a serviço, não podemos esquecer, da mesquinha Liga de Dominação Mundial. Se por tempo demais planejamos, conversamos e repensamos estratégias, é hora de pôr as pautas em prática. Não será nada fácil. O inimigo tem recursos para nos esmagar facilmente, se dermos bobeira. Mas temos uma coisa que ele não têm: NÓS ESTAMOS CERTOS, GODDAMNIT!

Galarza cutucou-o e cochicou:

— Podia ter reservado isso pra reunião de amanhã. AUCH! — levou uma pisada.

O Negão de Tapa-Olho afastou-se do monitor gigante onde aparecia o emblema da Doom Finger — o contorno de um dedo (dã) indicador branco em riste contra um fundo preto — e foi até Matt, Pepito e Gustavo, encarando-os com olhar penetrante.

— Amanhã será um dia muito especial para a Organização. Os membros mais honorários virão de diversas partes do mundo para darmos a largada oficial nas atividades de... protesto público. Portanto, esta noite mesmo vocês devem passar por um teste de iniciação. E, para verem o quanto eu valorizo novos membros, será algo de muita importância para nossa causa. Em seguida a essa tarefa, sucederão uma série de trabalhos com o fim de ameaçar e desequilibrar o inimigo. Por fim, se tudo der certo, daremos o golpe de misericórdia...

O emblema na tela foi substituído por um mapa.

— ... aqui. — apontou — O Data Base Center de Oregon.
— o-o. — Matt.
— o-o. — Pepito.
— Fudeu. o-o — Grilo.
— Uhuuul. — Pedro.
— Éééé. — Amália.
— Filma nóis, Galvão! — Pinguin.

CONTINUA...

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